Institucional

 Santíssima Trindade

30.05.2021
Liturgia

Santíssima Trindade

 Oração: “Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente”.

Primeira leitura: Dt 4,32-34.39-40
O Senhor é o Deus lá em cima no céu

e cá embaixo na terra, e não há outro além dele.

O texto que ouvimos é uma meditação sobre a história da relação de Israel com seu Deus e, ao mesmo tempo, uma catequese. O contexto é o do exílio, visto como uma punição devida a infidelidades cometidas. Longe do Templo e da terra prometida, Israel toma consciência de suas ingratidões e percebe melhor a presença de Deus ao longo de sua história. A meditação atribui a Javé, Deus de Israel, a criação do ser humano. O Deus criador é um só: “O Senhor é o único Deus… e não há outro além dele”. Foi este Deus que escolheu Israel dentre as nações como seu povo e com ele fala. Israel recorda como Deus intervém em sua história nos momentos de crise, e o salva. Como resposta a seu amor Deus lhe pede que observem seus mandamentos (cf. Dt 5,6-21), resumem num só: “Amarás o Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças” (6,5). Jesus acrescentará: “E a teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,35-40). Deus nos envolve com seu amor e espera de nós uma resposta de amor.

Salmo responsorial: Sl 32

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

Segunda leitura: Rm 8,14-17
Recebestes um espírito de filhos,

no qual todos nós clamamos: Abbá, ó Pai!

A sociedade greco-romana era escravagista. Em Roma, com cerca de um milhão de habitantes, mais de um terço da população eram escravos. Paulo escreve à comunidade de Roma, composta de judeus e pagãos convertidos. Pelo batismo, diz ele, os judeus deixam de ser escravos da Lei e os pagãos, de seus ídolos e da cultura escravagista (cf. Carta a Filêmon). Pelo batismo nos tornamos filhos adotivos – linguagem que os romanos entendiam – e somos introduzidos na família de Deus, que é Trindade, Comunhão. Pelo batismo recebemos o Espírito e Deus nos acolhe como filhos e filhas, a exemplo de Jesus. “Tu és meu filho amado” (Mc 1,11). Podemos clamar a Deus: “Abbá” / Papai – como diziam os judeus a seu pai carnal. Sendo filhos adotivos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Sofrendo com Ele, seremos também glorificados como Ele.

Aclamação ao Evangelho

         Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino,

            ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém.

Evangelho: Mt 28,16-20
Batizai-os e nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

No Evangelho de Mateus, após a última ceia, Jesus anuncia que todos os discípulos o abandonariam. Pedro, então, jurou que jamais o haveria de abandonar e o mesmo diziam os outros discípulos. Apesar de tudo, Jesus prometeu-lhes que, após sua ressurreição, os precederia na Galileia para reunir-se com eles (26,30-35). A dolorosa morte do Mestre fez a todos esquecer-se da promessa. No primeiro dia da semana duas mulheres vão visitar o túmulo e encontram-no vazio. Um anjo explica que Jesus havia ressuscitado e que elas comunicassem aos discípulos para se dirigirem à Galileia, onde os encontraria. Atendendo à mensagem das mulheres, os discípulos vão para a Galileia até “o monte que Jesus lhes havia indicado”. Em Mateus, o monte é o lugar apropriado para uma revelação divina. No Sermão da Montanha (Mt 5–7) temos a síntese da doutrina de Jesus; na Transfiguração (Mt 17,1-13) o Filho do homem se revela maior que Moisés e Elias. Agora, a missão que Jesus dá aos discípulos também acontece num monte. Na Galileia, Jesus começou o anúncio do Reino dos Céus (4,12-17) e chamou os primeiros discípulos. É também na Galileia que se despede de seus discípulos e lhes confere a missão de irem pelo mundo inteiro, fazendo discípulos seus todos os povos. Isso acontece pelo batismo em nome da Santíssima Trindade. Pelo batismo somos incluídos no mistério do Deus uno e trino e envolvidos em seu amor. Através da catequese somos introduzidos nas práticas do Reino dos Céus ensinadas por Jesus. Este mandato deixado à sua Igreja tem a chancela do poder do Filho de Deus: “Toda a autoridade me foi dada…” A missão recebida pelos apóstolos é acompanhada pela promessa da presença permanente do Deus-conosco (Emanuel), nascido da Virgem Maria (1,23): “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (28,20).

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