Institucional

27º Domingo do Tempo Comum

02.10.2020
Liturgia

27º Domingo do Tempo Comum

 Oração: “Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir”.

1. Primeira leitura: Is 5,1-7
A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel.

O profeta Isaías vivia na capital, Jerusalém, e conhecia muito bem os maus costumes e as injustiças praticadas pela corte e pela classe dominante. O Profeta investe contra estas práticas injustas e abomináveis. Para se fazer ouvir, parte de uma canção de amor na qual se canta o amor não correspondido de uma noiva para com seu noivo. A vinha era já conhecida como símbolo do povo de Israel no seu relacionamento com Deus. Na canção, a vinha, cuidada com muito carinho, tornou-se uma decepção e o dono da vinha decide abandoná-la e destruí-la. Quando o profeta diz: “Não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela”, todos perceberam qual era o significado simbólico da parábola: O “amigo” ou dono da vinha é Deus e a vinha é o seu povo, como é explicado no v. 7: em vez de frutos de justiça e bondade que Deus esperava colher do povo de Judá, só encontrou injustiça e maldade. – A canção de amor é uma parábola, símbolo do amor de Deus não correspondido por seu povo Israel. Em minha vida cristã, estou correspondendo com os frutos que Deus, no seu amor, espera de mim?

Salmo responsorial: Sl 79
A vinha do Senhor é a casa de Israel.

2. Segunda leitura: Fl 4,6-9
Praticai o que aprendeste
E o Deus da paz estará convosco.

Paulo está na expectativa da vinda iminente do Senhor em sua glória (cf. Mt 26,64). Na primeira carta aos Tessalonicenses, convicto que a vinda do Senhor Jesus Cristo aconteceria em breve, Paulo descreve como ela acontecerá: “... os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos, que estamos aqui na vida terrena, seremos arrebatados juntamente como eles para as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares” (1Ts 4,16-17). Hoje, na carta aos cristãos de Filipos recomenda que não fiquem ansiosos com a vinda do Senhor, mas vivam em paz na presença do Senhor. Nas súplicas, exponham confiantes suas necessidades diante de Deus e sejam agradecidos. Preocupem-se com o que vale a pena, isto é, com “o que é verdadeiro, justo, puro e amável”, como Paulo lhes ensinou. Lembra-lhes as palavras de Jesus: “Não vos preocupeis com vossa vida... vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça...” (Mt 6,25-32). Enfim, não importa saber quando virá o Senhor em sua glória, mas como Ele nos encontrará.


Aclamação ao Evangelho
Eu vos escolhi, foi do meio do mundo,
A fim de que deis um fruto que dure.
Eu vos escolhi, foi do meio do mundo.
Amém! Aleluia, Aleluia!

3. Evangelho: Mt 21,33-43
Arrendou a vinha a outros vinhateiros.

Na primeira leitura a vinha simbolizava o povo de Israel que, segundo a ameaça do profeta, seria rejeitado por Deus por causa de sua infidelidade. Na parábola que Jesus conta sobre a vinha, quem é rejeitado não é a vinha, mas os vinhateiros homicidas que rejeitam o dono da vinha, matam os seus servos e seu próprio filho que lhes envia. Com a pergunta: “O que fará o dono da vinha, quando voltar, com esses vinhateiros?” Jesus arranca da boca dos próprios sumos sacerdotes e escribas a sentença: “O dono da vinha fará perecer de morte horrível os malfeitores e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe deem os frutos a seu tempo”. Sentença que o próprio Jesus confirma: “O reino de Deus será tirado de vós e será dado a um povo que produza os devidos frutos” (v. 43). São eles que criticam Jesus por não ter proibido as crianças de o aclamarem no Templo: “Hosana ao Filho de Davi” (21,14-17). Rejeitam, portanto, Jesus como Messias. Com isso rejeitam também o Reino de Deus, anunciado por Jesus e acolhido com alegria pelos pecadores e pobres e, mais tarde, pelos pagãos. Estes serão os novos arrendatários da vinha. E deles – isto é, também de nós – Deus espera colher os frutos de justiça e santidade. Nós temos o privilégio de sermos os novos escolhidos para trabalhar na vinha do Senhor. Esta escolha do Senhor, porém, gera responsabilidade: “A quem muito foi dado, dele muito será exigido” (cf. Lc 12,48).
Da história do Cristianismo podemos tirar lições para nossos dias: A promessa de um Messias salvador pertencia aos judeus, mas os governantes religiosos não acolheram Jesus de Nazaré como o Messias esperado. Então, os que creram em Jesus Cristo como Salvador tornaram-se os herdeiros da promessa. O Cristianismo, florescente (até o séc. VI) no norte da África, no Oriente Médio e na Ásia Menor, foi por sua vez varrido pela invasão dos seguidores de Maomé. Na Europa atual, a Igreja Católica e as Igrejas Evangélicas tradicionais estão perdendo rapidamente sua importância. O mesmo poderá acontecer com o Cristianismo, sobretudo católico, no Brasil e na América Latina, se não anunciarmos e não vivermos intensamente a mensagem de Cristo.

Frei Ludovico Garmus, ofm

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