Institucional

3º Domingo do Tempo Comum, ano A

24.01.2020
Liturgia

3º Domingo do Tempo Comum, ano A

 Oração: “Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras”.


1. Primeira leitura: Is 8,23b–9,3
Na Galileia, o povo viu brilhar uma grande luz.

Em 732 a.C. a região de Zabulon e Neftali, ao norte do reino de Israel, havia sido ocupada pelas tropas da Assíria, que destruíram a capital Samaria. Isaías, embora fosse profeta do reino de Judá, acompanhou com tristeza a tragédia de Israel. Parte da população foi levada para o exílio na Assíria; outra parte se refugiou no reino de Judá ou nos países da redondeza; e muitas pessoas foram simplesmente mortos quer em combate ou quando a cidade foi tomada. Mais tarde, Isaías ou um discípulo seu, numa linguagem poética anuncia a salvação para os que tinham sobrevivido ao massacre. A destruição de Samaria, o fim do reino de Israel e o consequente exílio são representados como escuridão e trevas. A salvação prometida é comparada a uma brilhante Luz, que resplandece sobre o povo jogado nas sombras da morte. A morte dará novamente lugar à vida; daí a expressão “dar à luz”. As lâmpadas voltarão a brilhar nas casas destruídas ou desabitadas. A luz do Senhor, isto é, a presença de Deus no meio de seu povo, faz crescer a alegria e aumenta a felicidade. Os soldados trazem os despojos, pois a guerra terminou e o inimigo foi derrotado. Todos, agora, podem viver alegres na presença do Senhor com suas fartas colheitas, sem pagar tributo ao opressor.

Salmo responsorial: Sl 26
O Senhor é minha luz e salvação
O Senhor é a proteção da minha vida.


2. Segunda leitura: 1Cor 1,10-13.17
Sede todos concordes uns com os outros
e não admitais divisões entre vós.

Desde o início de sua Carta aos Coríntios (2º Domingo), Paulo insiste no tema da unidade da Igreja de Deus. Todos nós fomos santificados em Cristo Jesus e chamados a ser santos. Invocamos o mesmo nome de “nosso Senhor Jesus Cristo” e chamamos a Deus, nosso Pai.
Na leitura de hoje, Paulo toma posição diante dos conflitos na comunidade de Corinto, que lhe foram comunicados. Paulo foi o primeiro a pregar o Evangelho em Corinto, onde fundou a primeira comunidade cristã e acompanhou-a durante um ano e meio. O motivo da discórdia era a divisão da comunidade em clubes de fãs dos missionários que por ali tinham passado. Havia os que diziam: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas” e, por fim, os que diziam: “Eu sou de Cristo”. Por graça de Deus, como sábio arquiteto, Paulo lançou o único e verdadeiro fundamento sobre o qual se pode edificar a Igreja de Deus, que é Jesus Cristo (1Cor 3,10-12). Depois veio Apolo, um pagão convertido e excelente orador, que fez crescer a comunidade; por último, veio Cefas (Pedro), o pescador da Galileia e discípulo de Jesus na sua vida pública, que confirmou a comunidade na fé. Paulo critica os que se diziam fãs de Paulo, de Apolo ou de Cefas. A Igreja não é de Paulo, nem de Apolo, nem de Cefas. É Igreja de Deus. E esta tem como fundamento o próprio Cristo Jesus. Em seu nome todos somos batizados.
Problemas parecidos podem surgir também em nossas comunidades. Podemos ser fãs desse ou daquele sacerdote ou pastor. Mas quem nos salva é Cristo Jesus. Foi Ele que nos revelou o amor do Pai e por nós morreu.

Aclamação ao Evangelho
Pois do Reino a Boa Nova Jesus Cristo anunciava
e as dores do seu povo, com poder Jesus curava.


3. Evangelho: Mt 4,12-23
Foi morar em Cafarnaum,
para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías.

Hoje, nas celebrações, começamos a ler o Evangelho de Mateus, que nos acompanhará nos domingos durante do ano A, até o final de novembro. Após ser batizado por João Batista, Jesus passou quarenta dias no deserto da Judeia, em jejum e oração, onde venceu as tentações do diabo. Ao saber que João Batista fora preso, Jesus volta para a Galileia, deixa Nazaré e se estabelece em Cafarnaum, uma das principais cidades à beira do Lago de Genesaré, pertencente ao território de Zabulon e Neftali. O Evangelho de Mateus foi, provavelmente, escrito na Síria, que faz fronteira com Zabulon e Neftali. É em Nazaré da Galileia que José, Maria e o menino Jesus foram morar. É na Galileia que Jesus aparece aos discípulos após a ressurreição. É da Galileia que envia seus discípulos a pregar o Evangelho até os confins da terra (Mt 28,16-20). Na Galileia havia uma grande presença de pagãos. Por isso, o início da pregação de Jesus é apresentado como uma grande luz que brilha na “Galileia dos pagãos”, confirmando a realização da profecia de Isaías (1ª leitura).
No início da pregação, Jesus retoma as palavras de João Batista: “Convertei-vos porque o Reino dos Céus está próximo”. Em Mateus, “Reino dos Céus” equivale a “Reino de Deus” em Marcos e Lucas. Fazer parte do Reino de Deus exige mudança de vida, conversão e ruptura. Jesus chamou Pedro e seu irmão André e, depois, Tiago e João, filhos de Zebedeu, e lhes disse: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles imediatamente largaram suas barcas e redes e começaram a seguir a Jesus.

Frei Ludovico Garmus, ofm

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