Institucional

13º Domingo do Tempo Comum

25.06.2021
Liturgia

13º Domingo do Tempo Comum

Oração: “Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade”.


1. Primeira leitura: Sb 1,13-15; 2,23-24
Foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo.

O Livro da Sabedoria é o último livro do Antigo Testamento. Não é aceito como livro inspirado pelos judeus e pelos protestantes, mas é considerado livro inspirado pela Igreja Católica e pelas antigas Igrejas cristãs, como a Ortodoxa. O texto hoje lido divide-se em duas partes, tiradas de dois capítulos diferentes, que se complementam. Todo ser humano consciente algum dia se perguntará: Por que tudo que vive, morre? Haverá vida após a morte? Se existe um Criador de “todas as coisas visíveis e invisíveis”, terá ele algum plano após a morte, ao menos para nós? O autor sagrado tenta responder a estas perguntas e outras mais, colocando em xeque a teologia pós-exílica, baseada no Deuteronômio: quem observa a Lei é abençoado por Deus; quem não a observa é punido. Deus e a morte não combinam, Deus e a vida, sim. Já no Antigo Testamento o Deus de Israel é chamado o “Deus vivo” (Sl 42,2; Is 37,4; Jr 10,10). Para Jesus, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos (cf. Mc 12,27). A resposta do autor é clara: Deus não é o autor da morte, Ele está sempre do lado da vida que cria. Deus cria todas as coisas para que existam e sejam saudáveis. Ao completar a obra da criação, “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). Suas criaturas não têm veneno de morte, pois “o Senhor fez sair da terra os remédios, e o homem sensato não os rejeita” (cf. Eclo 38,4-8). Mas então, por que as criaturas morrem e o ser humano também?
O autor responde com uma afirmação de fé: “Deus criou o homem para a imortalidade, porque o fez à imagem de sua própria natureza” (cf. Gn 1,26-28). Este é o plano de Deus a nosso respeito. A morte entrou no mundo por inveja do diabo, que seduziu os primeiros pais à desobediência e os fez pecar (cf. Gn 3,1-24). Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva (cf. Ez 33,11). Segundo o texto, Deus nos fez para a vida, não para a morte. Somos todos mortais, mas o “Deus vivo” tem um plano de vida eterna para todos nós. Eis o que esperamos! 

Salmo responsorial: Sl 29
    Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes
e preservastes minha vida da morte.


2. Segunda leitura: 2Cor 8,7-9.13-15
A vossa fartura supra a penúria dos pobres.

Paulo dedica parte da segunda carta aos cristãos de Corinto para motivar uma coleta em favor da comunidade de Jerusalém, onde os cristãos passavam por necessidades em razão de uma severa seca. A coleta estava sendo promovida em várias comunidades fundadas por Paulo. No trecho hoje lido, o apóstolo elogia os carismas que distinguiam a comunidade de Corinto, como a fé, a eloquência, a dedicação e o amor recíproco que com eles mantinha. Eram boas qualidades para serem também generosos na coleta, como outras comunidades já o tinham sido. Como modelo, ele aponta a generosidade de Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre para enriquecer-nos com sua pobreza. Paulo sabia que na comunidade havia pessoas bastante pobres (1Cor 1,26). Por isso diz: Não se trata de empobrecer os coríntios e enriquecer os cristãos de Jerusalém. Mas de suprir a penúria deles com a fartura dos cristãos de Corinto, para que haja mais igualdade entre as comunidades. Generosidade não empobrece, mas gera laços de fraternidade. Vale mais a boa vontade do que a quantidade. 
Paulo tem consciência de que todos os batizados das diferentes comunidades formam um só corpo em Cristo (1Cor 12,27-31). Se um membro do Corpo de Cristo sofre, todo o corpo sofre. Por isso, a insistência na partilha entre as comunidades cristãs.

Aclamação ao Evangelho
    Jesus Cristo, Salvador, destruiu o mal e a morte;
    fez brilhar, pelo evangelho, a luz e a vida imperecíveis.


3. Evangelho: Mc 5,21-43
Menina, levanta-te!

Domingo passado, Jesus acalmou a tempestade e repreendeu a falta de fé dos discípulos. Hoje são narrados dois episódios que mostram a importância da fé na experiência do milagre na vida das pessoas. No centro está Jesus que traz de volta à vida uma menina tida como morta, e devolve a saúde a uma mulher sofredora. Jesus atravessa o lago de barco e, chegando à margem, encontra uma multidão que o esperava. Enquanto a multidão o envolvia, o chefe da sinagoga, chamado Jairo, prostrou-se aos pés de Jesus e suplicava pela sua única filha de doze anos (cf. Lc 8,42), que estava morrendo: “Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva”. Cercado pela multidão, Jesus imediatamente acompanhou o pai aflito. Uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos, conseguiu tocar as vestes de Jesus e ficou curada. Jesus percebeu que uma força tinha saído dele e pergunta: “Quem me tocou”? Muitos da multidão tocavam em Jesus, mas esta mulher tocou suas vestes com fé e atingiu o coração misericordioso do Filho de Deus. Ela, tremendo de medo, aproximou-se, caiu aos pés de Jesus e contou a verdade. Jesus lhe disse: “Filha, a tua fé te curou”! Já próximos da casa de Jairo, alguém lhe disse: “Não incomode mais o Mestre, tua filha morreu”! Jesus escutou e disse a Jairo: “Não tenhas medo. Basta ter fé”! Ao chegarem à casa de Jairo viram muita gente chorando. Jesus mandou que todos saíssem. Acompanhado dos pais da menina e de Pedro, Tiago e João, Jesus entrou no quarto da menina, pegou sua mão e disse: “Menina, levanta-te”! Ela levantou-se e começou a caminhar, e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 
Na primeira leitura vimos que Deus está sempre do lado da vida que criou e cria. Quer que todas as suas criaturas sejam saudáveis. Deus nos criou para a imortalidade. Na segunda leitura Paulo nos revela que o cristão está do lado do “Deus vivo” quando se preocupa com o bem-estar e a vida de outros que estão em perigo. No Evangelho Jesus é um exemplo do cuidado pela vida das pessoas. Na pandemia, médicos, enfermeiros e todo o setor responsável pela saúde, foram e são um exemplo de amor e cuidado pela vida dos enfermos. Cuidemos de nossa saúde e da saúde do nosso próximo que passa fome.


Frei Ludovico Garmus, ofm

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