Institucional

5º Domingo da Páscoa

01.05.2021
Liturgia

5º Domingo da Páscoa

Oração: “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna”. 


1. Primeira leitura: At 9,26-31
Contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho.

No domingo passado trouxemos o discurso de Pedro, explicando ao povo que o paralítico tinha sido curado em nome de Jesus de Nazaré, “aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos”. Na leitura de hoje, Lucas nos apresenta Paulo, o futuro evangelizador dos gentios. Paulo, que antes aprovou o apedrejamento de Estêvão e perseguia os cristãos, agora volta a Jerusalém, convertido a Cristo, e procura juntar-se à comunidade cristã. Mas, em Jerusalém é visto com desconfiança. Barnabé, de origem grega como Paulo, apresentou-o aos apóstolos e “contou-lhes que Paulo tinha visto o Senhor no caminho” e falou de sua “coragem em anunciar o nome Jesus em Damasco”. Então Paulo foi acolhido pela comunidade de Jerusalém e começou a pregar com entusiasmo aos judeus de origem grega; estes, porém, queriam matá-lo, como o fizeram com Estêvão. Mas, os irmãos de fé o puseram a salvo, encaminhando-o a Cesareia Marítima e, depois, a Tarso, sua cidade natal. Lucas quer, assim, mostrar Paulo como alguém que está em comunhão com a Igreja-mãe de Jerusalém. A versão de Paulo sobre sua conversão e missão entre os pagãos é um pouco diferente (Gl 1,18-21). Ele diz que, em Jerusalém, “viu” apenas Pedro. Com isso, afirma que sua maneira de pregar o Evangelho era aprovada pelo chefe dos apóstolos. Paulo, portanto, estava unido à Igreja-mãe, como o ramo que produz fruto está unido à videira (evangelho, v. 5). Por isso, seu trabalho missionário rendeu muitos frutos para a Igreja nascente.

Salmo responsorial: Sl 21
Senhor, sois meu louvor
em meio à grande assembleia!


2. Segunda leitura: 1Jo 3,18-24
Este é o seu mandamento:
que creiamos e nos amemos uns aos outros.

O autor desta carta insiste no que é essencial da vida cristã: nossa fé em Jesus Cristo e a vivência do amor fraterno. Nisto se resumem os mandamentos que devemos observar para agradar a Deus (evangelho). Não basta dizer que amo a Deus. É preciso concretizar esse amor, amando de verdade os irmãos: “Não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade”! O que nos liga a Deus é a vivência da fé em Cristo e a observância do amor fraterno: “Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele”. Assim, como os ramos ligados à videira de Deus (evangelho), produziremos muitos frutos. 

Aclamação ao Evangelho:
Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor;
quem em mim permanece, esse dá muito fruto.


3. Evangelho: Jo 15,1-8
Quem permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto.

Na alegoria da videira, o evangelho explicita a união de Jesus com o Pai e nossa união com Deus, enquanto estamos unidos com Jesus. No Antigo Testamento, Israel é comparado à videira – a vinha que, apesar de bem cuidada por Deus, não produziu os frutos dela esperados (cf. Is 5,1-7). No texto de hoje, Jesus se compara à videira verdadeira que pertence a Deus, o agricultor. Jesus é de Deus. Dele são também os ramos, isto é, os fiéis, enquanto estão ligados a Jesus. Pela palavra de Jesus (v. 3), o Pai como agricultor faz a limpeza da vinha, podando-a; corta os ramos sem vida e limpa os que têm seiva, para que produzam mais frutos. O cristão produz bons frutos enquanto recebe a seiva da videira, isto é, enquanto deixa-se conduzir pelas palavras de Jesus. Por isso, para produzir bons frutos é necessário estar ligado a Cristo: “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”. Permanecendo em Jesus e em suas palavras (o mandamento do amor), tornamo-nos seus discípulos e glorificamos o Pai. Ele é o agricultor que se alegra com os bons frutos produzidos pelos ramos ligados à videira, que é seu Filho Jesus. O fruto que o Pai espera de nós é a fé, que nos liga a Cristo, e a observância do mandamento do amor, que nos une a Cristo e aos irmãos. 

Frei Ludovico Garmus, ofm

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