Institucional

Epifania do Senhor

03.01.2021
Liturgia

Epifania do Senhor

 Oração: “Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu”.


1. Primeira leitura: Is 60,1-6
Apareceu sobre ti a glória do Senhor.

Em 597 a.C., Nabucodonosor conquistou Jerusalém e levou para Babilônia a elite governante de Judá, inclusive o sacerdote Ezequiel. Na época pós-exílica, um profeta anônimo anima os exilados que ainda não voltaram a retornarem a Jerusalém. O Templo estava sendo reconstruído e a cidade aumentava sua população; as luzes das lamparinas, sinal de vida nas casas novamente habitadas, começavam a multiplicar-se na escuridão das ruínas da cidade em reconstrução. Jerusalém logo haveria de brilhar como um facho luminoso, atraindo a si até os povos pagãos. Se no passado Jerusalém foi saqueada pelos dominadores, agora, camelos e dromedários vão trazer riquezas de todas as partes. Com seu incenso, proclamarão a glória do Senhor no Templo. No exílio, os judeus aprenderam a conviver com exilados de outras nações. O profeta anuncia que essas nações também farão parte do novo Israel. O Deus de Israel é o Deus de todos os povos.

Salmo responsorial: Sl 71
As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!


2. Segunda leitura: Ef 3,2-3a.5-6
Agora foi-nos revelado que os pagãos
são co-herdeiros das promessas.

O Evangelho pregado por Paulo dirigia-se a judeus e pagãos, escravos e livres, sem distinção. Paulo entende que as promessas de um Salvador não se restringem apenas aos judeus, mas incluem a todos os povos. O Apóstolo considera esta nova forma de anunciar a salvação em Jesus Cristo como a revelação que lhe foi dada pelo Espírito, um mistério escondido no passado e agora revelado: Não só os judeus são destinatários da salvação trazida por Jesus Cristo, mas também todos os pagãos. Paulo abre seu coração à comunidade cristã de Éfeso, formada, sobretudo, por pagãos convertidos: “Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito!”. Paulo se alegra por ter podido colaborar na difusão do Evangelho também em Éfeso.
Hoje, também nós nos alegramos com os magos que vieram de longe para adorar o Menino Jesus, Salvador de toda a humanidade (Evangelho).

Aclamação ao Evangelho
Vimos sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor.


3. Evangelho: Mt 2,1-12
Viemos do Oriente adorar o Rei.

Magos vêm do oriente para Jerusalém, orientados pelo sinal de uma estrela. Eles procuram um rei recém-nascido, que teria nascido no palácio de Herodes. O rei Herodes fica alarmado com a notícia que parecia ameaçar seu trono. Com ele, toda a cidade de Jerusalém fica perturbada, pois o rei era conhecido como um homem violento. Herodes consulta os entendidos nas Escrituras, a fim de responder aos magos onde deveria nascer o tal futuro rei. Os sumos sacerdotes e escribas respondem, citando a profecia de Miqueias: o futuro rei, o Messias esperado como o salvador de Israel, deveria nascer em Belém de Judá. Os doutores não acreditam nos magos, embora soubessem ler e interpretar as Escrituras. Herodes finge interesse, mas tem más intenções. Somente os magos pagãos acreditaram na profecia de Balaão, um profeta pagão famoso na Transjordânia e citado na Bíblia: “Vejo-a, mas não é agora, contemplo-a, mas não está perto: uma estrela avança de Jacó, um cetro se levanta de Israel (...), um dominador sairá de Jacó” (Nm 24,17-19). Iluminados pelas Escrituras Sagradas, os magos são novamente guiados pela maravilhosa estrela até o vilarejo de Belém. Chegando à casa onde moravam os pais com o menino, os magos prostram-se em adoração e oferecem seus presentes: ouro, porque ele é rei; incenso, porque é Deus, e mirra, porque é homem mortal. Mais tarde, José de Arimateia e Nicodemos irão preparar o corpo de Jesus para a sepultura, utilizando 30 quilos de uma mistura de mirra e aloés (Jo 19,39).
Há dois caminhos que nos conduzem a Deus: Os sinais da natureza e os Livros Sagrados. Santo Agostinho fala de dois livros escritos por Deus: um livro que todos podem ler são as obras da Criação; outro, são as Escrituras Sagradas. Estes são os livros que nos levam ao encontro com o Salvador da humanidade. Os magos leram os sinais nas estrelas e chegaram até Jerusalém. Julgavam que um rei deveria nascer num palácio. Mas, iluminados pela Palavra de Deus, encontraram uma casa simples onde o menino-rei morava com seus pais, Maria e José.

Frei Ludovico Garmus, ofm

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