Institucional

26º Domingo do Tempo Comum

24.09.2020
Liturgia

26º Domingo do Tempo Comum

 Oração: “Ó Deus, que mostrais vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai sempre em nós a vossa graça, para que, caminhando ao encontro das vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais”.
Primeira leitura: Ez 18,25-28
Quando o ímpio se arrepende da maldade que praticou,
Conserva a própria vida.
Ezequiel foi o único profeta que atuou entre os judeus exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo de exilados, em 597 a.C. Dez anos depois, quando Jerusalém foi destruída, novos grupos de judeus foram levados para Babilônia, engrossando a colônia de exilados já existente. Ezequiel era da classe sacerdotal, vivia entre os deportados e sofria junto com eles, longe de sua terra e do templo, com saudades de Sião (cf. Sl 137). Ainda antes de Jerusalém ser destruída Ezequiel sentiu-se chamado por Deus para profetizar em seu nome aos colegas de exílio. Procurava de todos os modos mostrar ao povo que estavam sofrendo pelos pecados cometidos contra Deus e injustiças praticadas contra o próximo. Apelava para a conversão, animando a esperança de salvação e de um próximo retorno a Jerusalém.
O exílio foi um tempo de reflexão e revisão de vida. Longe de sua terra, os exilados sentiam-se injustamente punidos por Deus pela culpa de seus pais e diziam: “Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos ficaram embotados” (Ez 18,2). O Profeta responde que Deus não pune a culpa dos pais nos seus filhos, mas cada um é responsável pelo seu próprio pecado. A solução não é acusar os outros, mas examinar o próprio coração, reconhecer os próprios pecados e arrepender-se para obter vida. Deus não deseja a morte de ninguém (18,32). Ele é misericordioso, sempre disposto a perdoar a quem se arrepende e muda de conduta.
Hoje, a pandemia do “corona vírus”, que está ceifando inúmeras vidas, impondo a quarentena a milhões de pessoas e paralisando a economia, é uma oportunidade única para revermos nossas relações humanas perturbadas e sociais perversas. É urgente expulsar de nosso planeta o sistema predatório do liberalismo econômico, que substitui a Deus pela riqueza de uns poucos, sujeita a virar palha no jogo financeiro especulativo (cf. Mt 6,19). É hora de transformar o sistema de morte em sistema que produza vida. A prioridade que se impõe é a vida humana digna para todos, numa sociedade justa e solidária com todos os seres vivos da Terra.
Salmo responsorial: Sl 24,4bc-5.6-7.8-9
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!
2. Segunda leitura: Fl 2,1-11
Tende entre vós o mesmo sentimento
Que existe em Cristo Jesus.
Paulo escreve da prisão. Mesmo assim, sua carta é perpassada de alegria que brota de sua união com Cristo. Com esse espírito, exorta a comunidade a viver em harmonia, na fé e no amor fraterno. Não querendo ser o maior, mas o menor entre os irmãos. Não buscava o próprio interesse, mas o dos outros (Fl 2,1-5). Como Filho de Deus, podia ter escolhido o caminho do poder, mas, esvaziou-se de sua condição divina e assumiu a condição de servo. Colocou-se no mesmo chão em que nós vivemos. Mais ainda: Apresentou-se como quem é “manso e humilde de coração” (cf. Mt 11,29), pondo-se a serviço de todos: “Eu estou no meio de vós como quem serve” (cf. Lc 22,27). Identificou-se não com os poderosos, mas com a maioria das pessoas sujeitas à dominação, exploradas, desprezadas e marginalizadas; tornou-se solidário com todos os “crucificados” da história humana. Como o Servo do Cântico de Isaías, foi obediente até a morte de cruz. Por isso o Pai o ressuscitou dos mortos. O caminho de Cristo tornou-se o caminho do cristão. Paulo convida os cristãos a imitar o seu modelo, Jesus Cristo. Contava com a possibilidade de ser condenado à morte; por isso, o texto que ouvimos é uma espécie de testamento espiritual.
Aclamação ao Evangelho: Jo 10,27
Minhas ovelhas escutam a minha vos,
Minha voz estão elas a escutar;
Eu conheço, então, minhas ovelhas,
Que me seguem, comigo a caminhar.
Evangelho: Mt 21,28-32
Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos e as prostitutas
Vão entrar antes de vós no Reino do céu.
Jesus estava discutindo com os sumos sacerdotes e anciãos. Eles vieram questionar sua autoridade por ter armado uma “confusão” com os vendedores no templo. Neste contexto, Jesus lhes conta a parábola dos dois filhos. O pai tinha uma vinha, isto é, um sítio onde se plantavam cereais e frutas como a oliveira, a figueira e a videira. O sítio precisava de cuidados e o pai pediu ao primeiro filho: “Filho, vai trabalhar hoje na vinha!” Mas o filho respondeu com grosseria “não!”; depois se arrependeu e foi trabalhar. Pediu a outro filho a mesma coisa e ele logo disse: “Sim, Senhor, eu vou!” Mas não foi. Quando Jesus perguntou aos adversários qual foi o filho que fez a vontade do pai, a resposta era evidente: “O primeiro”. – O primeiro filho pecou por falta de educação, mas arrependeu-se e cumpriu a vontade do pai. O segundo filho foi até educado com o pai, mas não cumpriu sua vontade. É sobre o segundo filho que se concentra o foco da parábola, que Jesus aplica aos seus adversários: “As prostitutas e os cobradores de impostos vos precedem no Reino dos Céus”. Porque ouviram os apelos de conversão de João Batista e se converteram, o que não aconteceu com os adversários de Jesus. No sermão da montanha Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

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