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“A ferida do racismo em nossa sociedade foi exposta”

19.06.2020
Notícias

“A ferida do racismo em nossa sociedade foi exposta”

 Até quando, Javé, vou pedir socorro,
sem que me escutes?
Até quando clamarei a ti: «Violência!»
sem que tu me tragas a salvação?
Por que me fazes ver o crime e contemplar a injustiça?
Opressão e violência estão à minha frente;
surgem processos e levantam-se rixas.

(Habacuc 1, 2-3)

Mais uma vez, a ferida do racismo em nossa sociedade foi exposta pelo que parece ser um comportamento negligente e irresponsável da parte das pessoas em quem deveríamos confiar para manter a paz e promover a não-violência, ou seja, agentes da ordem e funcionários públicos.

A Comissão Nacional de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Ordem Franciscana Secular nos Estados Unidos, por meio desta nota, declara que o racismo é moralmente errado. Não ama nem respeita a vida. Nem a Escritura, nem nossa Regra de Vida, nem nossa fé a justificam, por nenhuma razão nem nenhuma circunstância.

Nossa doutrina social católica nos chama a respeitar e honrar a dignidade de toda a vida humana, desde sua concepção no útero materno até sua morte natural. Não faz exclusões com base na cor ou na origem étnica e não exige que se exclua nenhuma outra distinção. Somos chamados a honrar e a respeitar a vida das pessoas que amamos e das pessoas que achamos difíceis de amar; pessoas que são como nós e pessoas que são diferentes de nós.

As mortes de George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Arbery e tantos outros têm suas circunstâncias trágicas e brutais, mas eles têm em comum uma questão central que não pode ser ignorada: se eles fossem brancos, e as circunstâncias fossem idênticas, estariam vivos?

Como cristãos católicos e franciscanos, devemos responder ao racismo da seguinte maneira:

Identificar e erradicar, em nossas instituições sociais, as estruturas que perpetuam o racismo e as substituir por estruturas justas e equitativas, que valorizam a vida e os dons de cada pessoa.

Rezar pelo fim do racismo; de fato, orar por solidariedade interracial, por nossas leis e práticas de fé para refletirem nossa compaixão e valor pela dignidade de toda a vida humana; e que os amantes e seguidores de Jesus e Francisco de Assis sejam responsáveis ??por criar um verdadeiro sentido de equidade e justiça racial em nossa terra e em nossa Igreja.

Identificar e confrontar nossos próprios preconceitos raciais inconscientes. Depois de uma história compartilhada de centenas de anos neste país, todos nós os temos. Eles entram na nossa vida e cultura, muitas vezes sem ser vistos. Mas podemos ser mais justos e abertos ao descobrir esses preconceitos inconscientes e substituí-los por amor e compromisso.

E, finalmente, precisamos ter um diálogo seguro e significativo sobre esses preconceitos raciais. Devemos, por nós mesmos e por nossos irmãos e irmãs, desenvolver um forte sentido de comunidade e fraternidade por meio de conversas pacíficas. Este é realmente um momento de conversão onde o diálogo e a educação são necessários. Nossa Santa Regra nos chama a ser “portadores da paz” e todos nós devemos nos encarregar de levar a paz enquanto vamos pelo caminho da santidade como irmãos e irmãs, com mãos abertas e um coração alegre. Vem, Espírito Santo! Senhor, faz com que assim seja!

Fonte: secularfranciscansusa.org

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